quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Metástatis

Em um lugar, naquele momento, fez-se sorridente por ler o que não entendia e se perdera nas encantadas estrofes, versos e linhas. Onde tudo se perdeu, encontravam-se fotos e fatos. Lembranças presentes em belos pacotes embrulhados em papeis coloridos que davam um tom de surpresa.

Depois uma musica tocava. E mais nada.

Obviamente os momentos faziam parte de um enredo narrado por nada mais nada menos que o ódio disfarçado de amor. E o amor que se camuflava tão bem, por um momento pensou ser o próprio ódio. Isso fez com que gritos junto a acordes nervosos, insistissem e persistissem em costumes adquiridos imaturamente que outrora não tinham dado certo... “Se infelizmente isso acabou é porque nunca começou”.

Matematicamente falando tratava-se de uma soma que multiplicava sentimentos que oscilavam temporariamente não pelo universo, mas sim pelos corações que também vinham embrulhados em papeis. Papeis vermelhos, da cor do sangue, da cor do vinho.

E por sentirem, um a falta do outro, sentiam-se felizes...

“Feliz por estar aqui.
Muito longe de alguém que me quer tão bem.
Feliz por fugir, feliz por dizer tudo aquilo que eu não pude viver.
Feliz por fugir, feliz por acreditar.
Não ter certeza alguma pra provar
Me machucar, fazer lembrar.
Feliz, infeliz

Sentiam-se Infelizes.

Estavam todos perdidos, na encruzilhada das ruas que levavam a lugar nenhum, amedrontados com a confusão, a troca dos sentimentos, as mentiras que pareciam verdades e com as verdades que sempre foram verdades. Mas de alguma forma deram as mãos e caminharam rumo ao nada.

A essência da vitoria esta no fato de que, por não entenderem o mundo, insistiam em continuarem juntos, desprovidos de fortes armamentos que poderiam das poder e liberdade para que enfrentassem seus medos e suas fantasias, suas apatias.

Ter a certeza de que fatos eram mais que o bastante para quebrar argumentos, e saber que o presente maior não é o amor. É amar!


Poema do dia

Quem sou eu?
Será que eu sou Papai Noel?
Quem sou eu?
Será que um dia eu vou pro céu?
Quem sou eu?
É a pergunta de agora!
Quem sou eu?
Chegou a minha hora!

Quem sou eu?

Noção de nada (... - ...)


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