sábado, 13 de fevereiro de 2010

Iceberg

"Ter olhos e não ver,
Coração e não sentir
O que sozinho você
Me faz.
Ter vida e não ser,
Ter mundo e não existir.
Olha a tristeza que você me traz.
Por onde começar?
É hora de a alma vagar ?
Por onde devo começar?
Vejo tudo congelar,
Você e eu embaixo dessa chuva,
Você e eu sozinhos aqui...
Ter pernas e não andar,
Ter boca e não beijar,
Quanta falta você me faz?
Ter ouvidos e não escutar
Cada palavra que tinha pra falar.
Você insistiu em vagar e odiar...
Por onde começar?
É hora de a alma vagar ?
Por onde devo começar?
Vejo tudo congelar,
Você e eu embaixo dessa chuva,
Você e eu sozinhos aqui...
E sinto que sozinho você não vai mudar,
Sozinho por aqui eu vou ficar.
E nesse oceano você e eu iremos vagar
E nada neste mundo nos fará mudar.
É a hora de a alma
Congelar..."







Adeus!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Metástatis

Em um lugar, naquele momento, fez-se sorridente por ler o que não entendia e se perdera nas encantadas estrofes, versos e linhas. Onde tudo se perdeu, encontravam-se fotos e fatos. Lembranças presentes em belos pacotes embrulhados em papeis coloridos que davam um tom de surpresa.

Depois uma musica tocava. E mais nada.

Obviamente os momentos faziam parte de um enredo narrado por nada mais nada menos que o ódio disfarçado de amor. E o amor que se camuflava tão bem, por um momento pensou ser o próprio ódio. Isso fez com que gritos junto a acordes nervosos, insistissem e persistissem em costumes adquiridos imaturamente que outrora não tinham dado certo... “Se infelizmente isso acabou é porque nunca começou”.

Matematicamente falando tratava-se de uma soma que multiplicava sentimentos que oscilavam temporariamente não pelo universo, mas sim pelos corações que também vinham embrulhados em papeis. Papeis vermelhos, da cor do sangue, da cor do vinho.

E por sentirem, um a falta do outro, sentiam-se felizes...

“Feliz por estar aqui.
Muito longe de alguém que me quer tão bem.
Feliz por fugir, feliz por dizer tudo aquilo que eu não pude viver.
Feliz por fugir, feliz por acreditar.
Não ter certeza alguma pra provar
Me machucar, fazer lembrar.
Feliz, infeliz

Sentiam-se Infelizes.

Estavam todos perdidos, na encruzilhada das ruas que levavam a lugar nenhum, amedrontados com a confusão, a troca dos sentimentos, as mentiras que pareciam verdades e com as verdades que sempre foram verdades. Mas de alguma forma deram as mãos e caminharam rumo ao nada.

A essência da vitoria esta no fato de que, por não entenderem o mundo, insistiam em continuarem juntos, desprovidos de fortes armamentos que poderiam das poder e liberdade para que enfrentassem seus medos e suas fantasias, suas apatias.

Ter a certeza de que fatos eram mais que o bastante para quebrar argumentos, e saber que o presente maior não é o amor. É amar!


Poema do dia

Quem sou eu?
Será que eu sou Papai Noel?
Quem sou eu?
Será que um dia eu vou pro céu?
Quem sou eu?
É a pergunta de agora!
Quem sou eu?
Chegou a minha hora!

Quem sou eu?

Noção de nada (... - ...)


sábado, 2 de janeiro de 2010

Distantes visões.

A distancia nos faz pequenos
Mas de alguma forma crescemos diante da saudade
Permanece viva dentro de nós a esperança de novo encontro
O amor tona-se o alimento da alma.
E o que nos mantem vivos ainda, é poder dizer: Eu sempre vou te amar!
(Saudades Monique...Por toda a minha vida, eu vou te amar.)

Poema do dia:

Eu Sei Que Vou te Amar

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927 - 1994)