sábado, 24 de outubro de 2009

Turbulencia.

Nunca é o bastante.

"É comum perder-se o bom, por querer sempre o melhor"

Então...

O céu é o limite.

Poema do dia


Querer Depois

E depois, então,
Que conquistar o último desafio
Quando aprender a voar
Quando não achar que já tem tudo
O que vai querer?
O que vai querer?
O que vai querer?
O que vai querer depois?

sábado, 3 de outubro de 2009

Sou só lembranças.

Então em um certo momento eu paro a vida pra falar da saudade.
Percebe-se!
Sempre impulsionado pelo momento.
Então...
Quando nos falta parte de nós
condenamos o viver com castigos impróprios.
Mas nunca é por mal.
Estamos acomodados.
Acomodados com a essência do bem estar bem.
Saudades!


Poema do dia

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste


Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987)